Enquanto nosso corpo esta repetidamente falando
Nossa mente repetidamente mentindo
Nossa alma sussurrando, e nós não ouvimos,
Logo, sofremos.
Esta é a grande verdade: o corpo fala, a alma sussurra e a mente mente.
E é pelo equilíbrio entre os três que estamos aqui
Dançando ouvimos o corpo, orando ouvimos a alma
Tudo isso mantém a mente a serviço de nossa alma
Nada é bom a alma a serviço da mente, pois a mente mente
Dançando, libertamos a tristeza, a raiva a dor
Pois temos que senti-los, todos os sentimentos
Não seria certo cultiva-los, assim, cresceriam e
Tornar-se-iam em nós
Dançando, movimentando nosso templo sagrado
Jogamos com nosso suor tudo que não nos pertencem
Dancei, dancei até tudo passar, o suor escorrer, e meu sorriso aparecer,
Assim eu volto, volto a minha luz, ao meu ponto de equilíbrio.
O Plano Era Ficar Bem.
O plano era ficar bem,
Bem comigo, bem sozinha.
Cuidar da minha mente, do meu corpo, do meu espírito.
Naquele instante, usando a vida da grande mãe como o exemplo
O exemplo do sofrimento, o exemplo do arrependimento.
De trinta anos sem querer, e eu no onze sem saber.
Que surpresa, que beleza, descobri naquele instante,
Com a visita àqueles que com amor eu vim.
Usando o exemplo dos anos
Dos trinta e um com direção.
Apreender, estudar, atender,
Transmitir, emitir, consultar.
Ouvir, pois tenho ouvidos, logo, escuto.
Ser feliz agora, e depois e depois
Delegar, dançar e tratar
Ser eu, sincera comigo, inteira comigo.
Nem um terço, nem meio. Inteira.
Buscar o contato, encontrar o encontro.
Viver no encontro. No que é.
Subir e olhar tudo de lá,
Sem ser tudo, e ser meu tudo
Ser uma parte dentro de tudo
E tudo dentro da parte que me cabe
Tudo pra ser um plano perfeito,
Pois o plano é ficar bem.
Bem comigo, e com tudo que quero,
Bem comigo, e com tudo que sinto
Lealdade dentro de mim. Não me trair.
Parar a ilusão, sair de dentro dela.
O olha-la de fora.
Realidade! Quero você, e quero agora.
Na Barão vai andando de um lado para outro,
Bem no meio da cidade grande. Grande São Paulo.
O que é que vai fazer? Pensa!
Uma parada aqui, outra ali. Observa!
Procura aqui, procura ali, não perdeu nada. Insano!
Come um pastel, não bebe um caldo de cana,
O dinheiro não dá. Tudo bem, continua.
Continua andando, todo mundo tá andando. Fluxo constante.
Uns andam e falam, outros andam e choram, ou dão risada.
Muitas vezes sem saber do que.
Outros ainda, andam e esbarram, absortos, não vêem nada.
Tem uma pessoa com microfone, chamando alguém na Barão,
Mas se alguém na Barão não olhar, qualquer um serve.
Parou pra olhar, e viu um povo parecido, sem rumo, sem eira nem beira.
Viu um povo atarefado, com todas as eiras e beiras possíveis, e imagináveis.
Um homem conversa sozinho no celular, sentado em uma montanha, solitário. Pensa!
Mas atenta para ver passar a moça na Barão, com seus saltos e rebolados.
Que atenta para o celular falante, que esquece com quem fala.
Homens de negócio. mulheres negociáveis.
Homens deitados ao chão, mulheres com a mão estendida.
Povo estranho, tão cheios, tão vazios, tão sem rumo, sonolentos.
Com tanta fé, e tão descrentes.
Perdidos na busca da próxima rua.
Absortos no próximo passo e na próxima placa.
Que nem reparou quando passou pela Barão...
Claudia
20/01/2004
13:38
Ontem cheguei em casa tarde..e estava melancólica e talvez um pouco tristeentão fui para minha sala de dança..Olhei no fundo dos meus olhosNa minha parede de espelhos..e dancei..Dancei..Dancei como uma amante, depois como uma mãe..como uma madona buscando salvação..logo virei um pai..e ele me respondeu..o moleque também veio fazendo traquinagens com meus pés...então o buscador chegou...e buscou-me do abismo do coração frio.. todos os
sentimentos escorreram junto com meu suor..então dormi
Ao som de Fred Mercury..
A música entrou em mim, e cresceu..Enraivou meu ser,
Perguntou pra ele o que ele pensa estar sendo...
Porque esta aqui...Escravizando o divino
Dentro desta massa de cinqüenta kilos
Assim como o vento bateu, me entrou e me remoeu.
Trouxe o tormento que criou ondas
Ondas magnéticas no rio da minha corrente sanguínea
Não sou mais eu, e sim vento.
Ventando em mim, viajando, perambulando,
Não sou mais eu, e sim o tempo
Ganhando tempo pra respirar,
Não sou mais eu, e sim o ar
O ar que falta, o ar que me enche
Sou água, a água que me molha, que me afoga.
A terra que me seca, que me fala, com ecos profundos.
Sou o céu, o céu que me clareia
A noite que me liberta
Nesta manhã que não sei quem sou...
Claudia
Julho/2005
Eu queria saber de uma vez por todas,
É explicito que pessoas vivem em busca do saber,
Alguns conseguem viver bem sabendo o que sabem
Alguns sabem que não sabem nada
Alguns não sabem,
Alguns acreditam que sabem
Á alguns, só importa o que você esta sabendo, ou o que deixou de saber
A profundeza do saber é incrívelmente sábia
Sabe-se que estudiosos estudaram, e sabem muitas coisas
Sabe-se que pensadores pensaram, e sabem aquilo que pensam, no seu pensar.
Sabe-se que só sabemos o que estamos vendo, ouvindo, lendo,
entre outras formas de saber
Daí pensamos, então sabemos.
Falso ou verdadeiro? Não sabemos, apenas sabemos!
E acreditamos naquilo que sabemos.
Daí criamos, nosso saber, nossa verdade absoluta.
Quem sabe?
Eu sei algumas coisas, os meus saberes, os meus pensares.
Eu sei que você também sabe! A sua verdade, o seu saber!
Eu não sei o seu saber, sei só o meu. A minha verdade, o meu saber.
Ninguém sabe o saber do outro, é a verdade do outro e não nossa.
E incrivelmente não sabendo o saber de ninguém,
Ainda assim, pessoas que sabem somente o seu saber, a sua verdade
Acreditam saber o que você deve saber
para viver bem sabendo aquilo que ela sabe, que não é a sua verdade.
O saber é algo com começo, meio e fim.
Tem que ser bom, mas as vezes não é, ninguém sabe o segredo da vida, sabe?
Dentro de cada mente humana tem um Universo de saber.
E para cada mente é sábio, saber conter o seu saber,
E que o universo ao seu lado, é o saber dele.
E a cada um cabe saber o que seu universo esta pronto a saber,
Assim você fica sabendo, e decide qual saber que você soube
que você acredita ser a sua verdade,
e aí saiba, e carregue consigo...é seu!
Fazer o que se gosta, ou gostar do que se faz,
A diferença é bem sutil, ou o preço de sua alma.
Escravizada por um sistema hipócrita
Algemada, sem escolhas.
Procurando uma saída, no fim deste sepulcro infernal.
Fazendo o que tem que ser feito,
Ouvindo o que meu ouvido escuta
Vendo o que meus olhos me mostram.
Lamentável, fabrica de robôs.
E capachos, subestimados, subestimam-se.
É a regra, é lei, a lei desta selva.
Onde somente a dúvida me salva,
Ela me leva por entre a liberdade e o sonho
Me dá o que nasceu comigo,
Enraizado em minha alma,
Me abastece com energia pura e límpida,
Onde meus sentidos,
estão apenas em sentir meu coração pulsando
minha respiração indo, vindo,
Me ligando ao infinito universo.
Longe de tudo isto, bem lá dentro de cada um.
A incerteza me impulsiona em direção a busca
A busca mantem-me viva e ativa por entre esta floresta...
Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou,
O que importa é que sempre é possível e necessário RECOMEÇAR
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na
vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado,
Chorou muito? Foi limpeza da alma,
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoa-las um dia,
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos,
Acreditou que tudo estava perdido? Éra o início da tua melhora,
Pois é, agora é hora de reiniciar, de pensar em Jesus, como exemplo
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio, quanto coisa nova nesse mundão de Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o
seu "período de isolamento".
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis, o mal humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar, hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Ir alto, sonhe alto, queira o melhor do melhor,
Queira coisas boas para a vida, pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos, se pensamos pequeno, coisas pequeninas teremos, já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina, jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupas, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, jogue tudo fora. Mas principalmente...esvazie seu coração, fique pronto para a vida, esta nova vida, um novo amor, não espere do futuro, é agora.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar, afinal de contas
Nós somos "Amor".
Quero dizer o que penso e que minha consciência esta consciente.
Quero fazer o que meu coração pede e que minha alma sente
Quero deixar meu corpo ir, lá onde meu sangue corre.
Quero tudo isso, e quero agora,
O tempo acabou, as barreiras caíram.
As muralhas cederam, inimigo a frente.
Não há mais volta, os cavalos avançam.
As trombetas anunciam, ouvi, acordei!
Os soldados em mim, partiram.
Mas não sou só. Vou agora
A força esta em mim,
A verdade me diz,
A alma clama, e o sangue continua
Escorre por meus olhos
Meus olhos que vêem
Minha voz ecoa
No grito da liberdade
Que liberta minha mente
Que veio livre, aprisionada se fez
Minhas amarras se soltaram
Deixe-me, deixe-me agora,
Saia, e saia agora,
Se não morra, morra agora,
Pois te afogarei na profundeza das águas jogadas em mim
Te apedrejarei com as pedras da minha cela.
E vou te manter longe, com a força que me manteve dentro de você.
Agora sou só eu, enterro todas, enterro agora,
Todas. Jazidas ficam
Vou com o que sou
Porque tenho que ir, e vou agora.
Adeus.
Ao fim do percurso diário, quando me deito para dormir e chego a conclusão de que não fiz o que eu acreditava que deveria ter feito, fico triste, talvez um pouco decepcionada comigo mesma, então agradeço pelas outras coisas que fiz e adormeço.
Ao acordar e tomar consciência de estar viva, lembro-me dos não feitos de ontem, e fico feliz por ter mais uma oportunidade, por ser privilegiada pelo Universo por me dar mais um dia, mais uma chance, agradeço, levanto-me e vou vive-lo, com a certeza de que hoje farei o que é necessário ser feito.Eu vou caminhando um dia após o outro
e observando como os dias vão ficando para traz,
é como um trem passando pelo outro, do lado contrário, é assim que é sentido.
E à vida comparei ao trem passando nas estações, todas passageiras
O trem é vida e a minha esta lá dentro,
Parando nas estações, num instante desço por uma porta e entro pela outra, nunca fiquei, sempre me agarrei ao trem, sempre fui com a minha vida.
Ficar, seria parar a vida. E como ela sobreviveria?
Estações por onde passei, pessoas que ficarão,
pessoas que pegaram outro trem,
pessoas que queriam que eu ficasse naquela estação, tudo ficou,
e eu vim.
Agora estou aqui, somente olhando para as estações que passei na vida.
Até onde vou? Não sei, e não vou pensar nisso agora.
Talvez a jornada seja longa, talvez o final esteja perto,
talvez tenha acabado!
Estou nos trilhos, nunca parei, e não consigo parar.
Porque?
Não sei.
O plano de Deus deve estar lá na frente,
ou então eu não percebi quando Ele fez sinal, avisando para eu descer...
Hoje acordei pensando em uma grande ilusão, pois me impressiona a frase a realidade é dura. Acredito que a realidade é tão doce, quanto o doce de uma criança.
Viver tua vida a cada dia, com a verdade, com sua realidade. Deixando sua consciência participar de tuas decisões, tuas ações, tuas falas, teus relacionamentos. Não corre risco de ser surpreendido com a desilusão. Desilusão só existe como conseqüência de ilusão.
Por outro lado, viver uma ilusão, que é quando criamos uma historia através da nossa mente, que muito mente, inventamos situações, amigos verdadeiros, amores eternos, acreditamos fielmente que o outro esta errado, e ainda que, o mundo nos deve algo. Cedo ou tarde tornar-se ha desilusão, pois não era de verdade, era a ilusão criada. Acordando da ilusão vivida, usamos a frase a realidade é dura.
Viver de verdade é viver a doce realidade que somos. E não a ilusão que criamos
Ser humano é ser ego, é ser um ser aqui da terra
Ser humano, sente a humanidade, sente saudade de casa.
Sente a amargura do humano, a impiedade
A desumanidade esta por aí, esta lá em casa, nos esperando.
Pensar, sentir, entristecer.
Há chance de se libertar, estando aqui?
Há chance de não ser humano vivendo na humanidade?
Altos e baixos, fé e descrença, solidão em meio à multidão.
Onde esta? Onde procurar? Do que é a saudade profunda?
Cadê meu sonho? Cadê minha missão?
O que é para ser feito? Aguardar, ter paciência?
Tudo bem, respirar é um começo, de um fim que desconheço.
Esta nublado, não vejo a estrada. Ainda não vejo o calço.
Caminhando nesta noite escura, o tempo esta do lado,
Me puxando por um corda bamba.
Levanto e piso, o calço esta lá. Creio estar!
Vem, segure minha mão, sou eu, você!
Vem dentro do humano, sinta-se em casa.
A saudade passa, sou eu de novo!
Vem, siga o sinal de dentro, ficou verde! Siga!
Respire, levante e pise, estou aí, bem aqui dentro!
Vamos de mãos dadas para a aventura, este grande passeio,
Planeta terra.
Acalme-se, deixe de ser humana, seja apenas você.
Não tente entender, não sofra, não é necessário.
Brinque em todos os brinquedos, caia, sinta medo, sinta frio,
Enjoe, grite, sorria.
Verdadeiramente sinta-se em casa, neste grande parque.
Não há como ser humana, e não sentir todos os sentimentos
Pois, sentimentos já são embutido nos humanos.
Pare de lutar.
Mude a direção dos olhos se o sentimento que este brinquedo causa não agrada.
Pois não importa o tempo, não importa ocasião, não importa a vontade,
O tempo vai passar, e seu nome será chamado
Próxima parada?
Os gritos ecoam em meus ouvidos,
Na encruzilhada, há que se escolher.
Na escolha, há que se fortalecer.
Bate na minha porta, fora de mim,
Entre, toca minha emoção, silencia.
No barulho do mundo,
Que silencia minha boca,
Gritando minha alma
Que deixa, que supera, que entende,
Ela caminha, alma caminhante.
Que sabe aonde vai, que quer ir lá.
Empurrada por mãos de ferro
Retorna o rio, de encontro à correnteza.
Que acorrenta minha alma,
Até onde me leva esse peso do vazio
Que virou o tempo,
Que entornou os sentimentos,
Voar eu quero, nas asas da vida vivente em mim.
Solta-me as amarras, solta meu sonho
Cantando a canção mais triste,
A canção que lhe entristece,
A canção que me sufoca
A canção que nos liberta.
Minha palavra. Minha escolha. Minha canção.
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